Crônicas do Reino – Quando o Céu Fica em Silêncio
Numa pequena aldeia, havia um jardineiro conhecido por sua paciência.
Ele trabalhava em silêncio, cuidando de suas plantas com amor e constância.
Um dia, uma jovem o procurou aflita:
— Plantei sementes há semanas, mas nada nasceu. Tenho orado, clamado, esperado… e o céu não responde.
O jardineiro a olhou com ternura e respondeu:
— Venha comigo.
Ele a levou até um campo onde havia fileiras de terra revolvida.
— Veja, — disse ele — há sementes aí, mas ainda não romperam a terra.
A jovem suspirou:
— Então o problema é comigo? Fiz algo errado?
O jardineiro sorriu.
— Quando a semente está sob a terra, o silêncio é o que mais trabalha.
Ela não escuta o sol, mas ele está ali.
Não vê a chuva, mas ela desce em seu tempo.
O silêncio é o cuidado invisível do Pai.
A jovem se emocionou.
Entendeu que o tempo do silêncio não era o abandono, mas o preparo.
E naquele dia, ao voltar para casa, não pediu mais por respostas rápidas.
Pediu apenas para permanecer firme até florescer.
Moral da História
Amadas e amados, o silêncio do Pai não é ausência, é construção.
Enquanto não vemos, Ele está fortalecendo nossas raízes.
🔹 O Messias também passou pelo silêncio antes da glória.
🔹 O Pai fala em palavras, mas também em pausas.
O silêncio é o idioma secreto do Reino — onde o Pai trabalha sem ser visto e responde sem dizer.
Até a próxima crônica,
Com amor e propósito, Carol
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