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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Crônicas do Reino - O fardo invisível



CRÔNICAS DO REINO  -  O Fardo Invisível

Havia numa pequena vila uma mulher que todos admiravam.
Ela trabalhava incansavelmente, cuidava de todos, sempre com um sorriso no rosto.
Por fora, parecia forte como uma muralha.
Mas, por dentro, carregava um fardo invisível.

Esse fardo não tinha forma, mas se manifestava em noites sem sono, suspiros longos, lágrimas escondidas no travesseiro.
Era feito de preocupações não ditas, dores engolidas e expectativas que nunca se cumpriam.

Certo dia, exausta, ela se sentou à beira do rio que cortava a vila.
— Pai, eu não aguento mais… — sussurrou.

De repente, ouviu passos suaves.
Um viajante de roupas simples aproximou-se e disse:
— Por que carrega sozinha um peso que não lhe pertence?

Ela, surpresa, respondeu:
— Mas se eu não carregar, quem cuidará dos outros?

O viajante se inclinou, pegou uma pedra do chão e a colocou em suas mãos.
— Veja, até mesmo esta pedra parece pequena… mas se você a carregar o dia inteiro, seu braço não aguentará. Assim também é sua alma. Você não foi chamada a levar tudo.

A mulher chorou. Pela primeira vez, deixou o fardo invisível cair nas águas do rio.
E, à medida que as águas levavam embora aquele peso, sentiu seus ombros livres e seu coração respirar.


Moral da História:

Amadas e amados, o cansaço emocional é o peso que tentamos sustentar sozinhos.
O Messias nos ensinou: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”

🔹 Carregar tudo sozinhos nos esgota.
🔹 Colocar o peso nas mãos do Pai nos devolve a vida.

O fardo pode ser invisível aos olhos dos homens, mas é visto pelo Pai.
E quando entregamos a Ele, descobrimos a leveza do Reino.



Até a próxima crônica!

Com amor e propósito,  Carol 

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