“Talvez o PAI não esteja tentando consertar a mulher que você se tornou. Talvez esteja tentando libertar a mulher que você precisou esconder para se tornar essa mulher.”
Amada linda e preciosa,
Existe uma diferença entre quem você é e quem você aprendeu a ser.
E talvez ninguém tenha te ensinado isso.
Você aprendeu a ser forte porque, em algum momento, não havia quem fosse forte por você.
Aprendeu a resolver porque esperar pelos outros te decepcionou.
Aprendeu a cuidar de todos porque percebeu que muitas pessoas precisavam de você.
Aprendeu a sorrir mesmo quando doía.
Aprendeu a silenciar algumas verdades para não perder pessoas.
Aprendeu a não pedir.
A não depender.
A não demonstrar.
A continuar.
E, de tanto interpretar esse papel, talvez você tenha começado a acreditar que essa personagem era você.
Mas não era.
Era apenas uma versão sua que nasceu para atravessar uma determinada estação.
E aqui começa o despertar:
Você não precisa continuar sendo a mulher que precisou ser para sobreviver a uma fase que já terminou.
Há mulheres pedindo ao PAI uma vida nova enquanto continuam tentando preservar uma identidade antiga.
Querem novos relacionamentos, mas continuam se relacionando a partir das feridas antigas.
Querem prosperidade, mas continuam tomando decisões a partir do medo.
Querem paz, mas continuam carregando responsabilidades que não lhes pertencem.
Querem liberdade, mas continuam buscando aprovação.
Querem viver o novo, mas continuam defendendo a personagem que construíram no velho.
E talvez o PAI esteja dizendo:
“Filha, eu não quero apenas mudar as circunstâncias. Eu quero revelar quem você é quando já não precisa mais viver a partir delas.” 🙏🏼🥹
A personagem sabe sobreviver. A essência sabe viver.
•A personagem pergunta:
“O que esperam de mim?”
•A essência pergunta:
“Quem eu sou diante do PAI?”
A personagem precisa provar.
A essência não precisa provar pertencimento.
A personagem teme decepcionar.
A essência compreende que obedecer ao chamado do PAI nem sempre agradará às pessoas.
A personagem permanece onde é reconhecida.
A essência tem coragem de sair de lugares onde já não existe verdade.
E talvez seja exatamente isso que esteja acontecendo com algumas mulheres neste momento.
Você não está necessariamente perdida.
Você pode estar simplesmente deixando de caber naquilo que um dia precisou vestir.
E existe um preço para sair da personagem.
Você poderá decepcionar algumas pessoas.
Algumas vão dizer que você mudou.
E talvez tenham razão.
Você mudou.
Algumas vão perguntar:
“O que aconteceu com você?”
E talvez você precise responder:
“Eu comecei a me encontrar.”
Quando uma mulher começa a voltar para sua essência, ela deixa de oferecer a mesma disponibilidade para tudo aquilo que a afastava de si.
Ela começa a dizer não.
Começa a colocar limites.
Começa a perceber que amor não significa autoabandono.
Começa a compreender que servir não significa desaparecer.
Começa a entender que perdoar não significa permitir novamente.
Começa a discernir que paz não é ausência de conflito, às vezes é a coragem de não permanecer onde existe conflito permanente dentro da alma.
E isso pode assustar.
Porque existe uma versão sua que talvez tenha sido muito elogiada justamente por se abandonar pelos outros.
Mas o PAI não te chamou para desaparecer.
Ele te chamou para existir.
“Quem sou eu sem aquilo que precisei fazer para ser aceita?”
Essa talvez seja uma das perguntas mais profundas que uma mulher possa fazer.
Quem sou eu sem a necessidade de agradar?
Quem sou eu sem o medo de ser rejeitada?
Quem sou eu sem a obrigação de resolver tudo?
Quem sou eu sem a necessidade de parecer forte?
Quem sou eu quando ninguém está olhando?
Quem sou eu quando não estou tentando convencer ninguém do meu valor?
Quem sou eu diante do PAI?
Talvez você tenha passado anos construindo uma identidade para ser amada pelas pessoas e tenha esquecido de descobrir quem você é quando simplesmente permanece diante do PAI.
•E é aí que acontece algo extraordinário:
A personagem precisa ser desmontada para que a identidade possa ser reconhecida.
Não destruída.
Reconhecida.
Porque existe uma mulher em você que não nasceu da sua dor.
Existe uma mulher que não nasceu das rejeições.
Que não nasceu das traições.
Que não nasceu dos abandonos.
Que não nasceu dos fracassos.
Que não nasceu das opiniões que fizeram sobre você.
Essa mulher já existia antes de tudo isso.
E talvez o PAI esteja te conduzindo de volta para ela.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
A verdade não é apenas descobrir aquilo que aconteceu com você.
É também descobrir quem você é apesar daquilo que aconteceu com você.
Você não é o abandono que sofreu.
Você não é a rejeição que recebeu.
Você não é o erro que cometeu.
Você não é a fase financeira que atravessou.
Você não é o relacionamento que terminou.
Você não é a opinião de quem não conseguiu enxergar você.
Você não é aquilo que tentaram colocar sobre sua identidade.
Você é mais.
E talvez hoje o PAI esteja te chamando para sair da personagem.
Não para que você se torne outra pessoa.
Mas para que finalmente tenha coragem de ser quem você nunca deixou de ser.
Hoje, faça silêncio.
Não peça nada primeiro.
Não tente resolver nada.
Não formule uma lista de pedidos.
Apenas fique diante do PAI e pergunte:
“PAI, qual personagem eu ainda estou sustentando que já não representa quem eu sou?”
Depois pergunte:
“O que eu tenho medo de perder se eu começar a viver a partir da minha verdadeira identidade?”
E, por último:
“Quem eu me tornaria se não precisasse mais provar que sou suficiente?”
Talvez as respostas não venham imediatamente.
Tudo bem.
Algumas respostas não chegam como frases.
Chegam como consciência.
Como incômodo.
Como uma decisão.
Como um limite.
Como uma despedida.
Como uma coragem que você não tinha ontem.
E talvez seja assim que o PAI começa a te tirar da personagem:
não fazendo barulho, mas fazendo verdade dentro de você.
VAMOS ORAR JUNTAS?
PAI,
Hoje eu não quero Te apresentar a mulher que aprendi a mostrar ao mundo.
Quero Te apresentar quem eu sou por inteiro.
As minhas forças.
Os meus medos.
As minhas contradições.
As partes que escondi.
As partes que endureci.
As partes que ainda precisam compreender, amadurecer e florescer.
Se existe uma personagem que construí para ser aceita, sobreviver, agradar ou não ser abandonada, dá-me consciência para reconhecê-la.
E coragem para deixá-la ir.
Não permita que eu confunda resistência com identidade.
Não permita que eu confunda servir com desaparecer.
Não permita que eu confunda amor com autoabandono.
Conduze-me de volta àquilo que é verdadeiro.
Que eu não precise mais viver para provar meu valor.
Que eu possa viver a partir da certeza de pertencimento que encontro em Ti.
E se uma nova estação estiver começando, que eu não tente levar comigo aquilo que pertence à estação anterior.
Eu entrego a Ti as máscaras.
As expectativas.
Os medos.
A necessidade de aprovação.
E todas as versões de mim que já cumpriram seu propósito.
Que permaneça aquilo que é verdadeiro.
Que permaneça aquilo que vem de Ti.
E que eu tenha coragem de viver.
Não como a mulher que o mundo espera.
Mas como a mulher que o PAI me chamou para ser.
Em nome do Messias, assim seja.
Para guardar hoje:
Você não precisa destruir a mulher que foi.
Honre-a.
Ela fez o que conseguiu com o que sabia.
Mas talvez tenha chegado o momento de dizer a ela:
“Obrigada por me trazer até aqui.
Agora eu posso continuar sem você.”
E então caminhar.
Sem personagem.
Sem máscaras.
Sem precisar provar.
Inteira.
Com muito amor e propósito, Carol